
Nas relações entre uma alma e outra,
através de coisas tão incertas e divergentes
como as palavras comuns e os gestos que se empreendem,
são matéria de estranha complexidade.
Na própria arte em que nos conhecemos, nos desconhecemos.
Dizem os dois “amo-te” ou pensam-no e sentem-no por troca,
e cada um quer dizer uma idéia diferente,
uma vida diferente, até porventura,
uma cor ou um aroma diferente,
na soma abstrata de impressões que constituía atividade da alma.
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